sábado , 16 dezembro 2017
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João Gregório Araújo – lembranças de um torcedor

João Gregório Araújo – lembranças de um torcedor

Lembranças de um torcedor…

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João Gregório Araújo

“Eu era menino, tinha dez anos, órfão de pai e mãe e interno no orfanato chamado Abrigo de Menores Juiz Melo Matos, de 1957 até 1962. O muro do orfanato fazia divisa com o estádio Juvenal Lamartine. Inclusive, o muro que separava o estádio do orfanato era o mesmo.

Nessa época, todos os jogos do Campeonato Norte-Riograndense se realizavam nesse estádio. Nós os internos, assistíamos aos jogos em cima das escadas, dos muros, ou nos galhos das mangueiras que ficavam acima da arquibancada.

Eu era torcedor do RAC – Riachuelo Atlético Clube, que foi o primeiro time de futebol que torci em minha vida. Acredito que era o único no Orfanato. A explicação para ter escolhido o RAC, é que meu tio, chamado Chicão, era cozinheiro na Base Naval de Natal. Ele me levou algumas vezes no seu trabalho e fiquei gostando tanto da Marinha, que desejei me tornar marinheiro, mas depois a vida acabou me levando por outros caminhos.

Jogo do ABC x América-RN no Juvenal Lamartine...detalhe... pessoas assistindo o jogo em cima das mangueiras - Foto ilustração

Jogo do ABC x América-RN no Juvenal Lamartine. Detalhe: pessoas assistindo ao jogo em cima das escadas, dos muros e nos galhos das mangueiras que ficavam acima da arquibancada. – Foto ilustração –

O time tinha uma cor muito linda, era azul e branco com os números em vermelho. Nós dizíamos que o Riachuelo vivia no ritmo das ondas do mar, pois quando a Marinha transferia marinheiros bons de bola para Natal, o time crescia e disputava os primeiros lugares, mas quando eles eram transferidos para outras cidades, o nosso RAC descia na tabela, ficando nas posições intermediárias ou pelos últimos lugares.

Ainda me lembro do último grande Riachuelo do meu tempo de menino. Daquele time, destaco com saudades três grandes jogadores: Zé Maria, um centroavante muito bom e Aladim e Ivo Sodré, que acabaram retornando ao Rio de Janeiro, onde nasceram, e fazendo muito sucesso no São Cristovão nos primeiros anos da década de 60. Aladim, como um grande goleador e Ivo Sodré, com seus dentes de ouro, muito elegante, com seu futebol clássico que encantava a todos.

Grandes lembranças, grande saudade!

O Riachuelo de volta?

É muita alegria para esse sofrido coração, que aprendeu a amar o nosso querido RAC.”  Relato de João Gregório Araújo

Após esses tempos, João Gregório foi para o Recife, vivendo lá até o fim de 1965, quando foi para São Paulo, estudou, fez Faculdade, casou e teve três filhos. Destes, dois são casados e, até agora, lhe deram dois netos. O terceiro neto, já está à caminho e é uma menina.

2 comentários

  1. Amigos,
    A lembrança do RAC está viva em minha memória. Um quase menino ainda, Marinheiro cursando no CIAT, tive oportunidade de ver de perto esse time da nossa Marinha. Afinal essa cidade Natal tem uma relação intrínseca com a Marinha do Brasil. Os fatos históricos revelam tudo.
    Hoje reformado, Deus me chamou para outra missão. Tornei-me padre, em uma espécie de vocação tardia, em uma Igreja Católica Independente, de sucessão histórica apostólica legítima, sem restrição para vocações masculinas casadas. Realizo meu trabalho Missionário no Jardim dos Ipês, Km 114 BR 101 São José de Miibu Capela de Maria Santíssima de Aparecida – Missa aos domingos 07 horas-..
    Acredito que a evangelização se realiza taambém fora dos templos, e parece ser assim que Deus está revelando um trabalho paralelo levado à prática por um membro da Igreja, colaborador, que está organizando tardes de bate boloa em um campo improvisado em nosso loteamento Jardim dos Ipês. Local de carência enorme em termos de equipamentos urbanos, nossos jovens e adolescentes precisam do nosso cuidado de apoio e amparo à prática do esporte bretão. Despontou um cidadão, ainda jovem, casado, que me trouxe a notícia que limparam um terreno e já começaram a bater bola, naquela coisa de futeboll de várzea, mas é assim mesmo que começa. Eu mesmo joguei em vários campos de subúrbio do Rio de Janeiro pelo time da OM em que servia. Era goleiro. Portanto acredito que a evangelização tem de ser dinâmica, isto é, fora dos mosteiros, seminários internos, enfim trazendo a mensagem de Jesus Cristo aos jovens, também através de uma bola. Tenho absoluta convicção que Deus humanizado, encarnado na pessoa do Filho Jesus no seu tempo de missão salvadora na Terra, teria batido aquele bolão junto aos apóstolos se no contexto do tempo assim existisse futebol.
    Já imprimi algumas fichas para inscrição na Escolinha do RAC. Vou tentar estimular o máximo que puder para despertar interesse na garotada, inclusive nas meninas também. Vou pedir apoio de Vereadores e Prefeitos para nos dar o amparo necessáro.
    Li a matéria do Sub Castro. Belíssima reportagem! Falta o Marinho Chagas escrever também. Vi o Marinho após os treinos no CIAT deixar o campo, chuteira no ombro, após o banho pegar aquele saboro picado no rancho das praças no nosso inesquecível CIAT. Vi o “Senta-ripa” em ação. Se você puderem mandem-me o endereço do Sentariipa.
    Um abraço fraternal de campanha.
    Pe. Dimirson Holanda Cavalcante
    http://www.icai-ts.org.br
    99097343 / 94313612
    É 1º Sargento Reformado (Gola)

  2. francisco ramos de siqueira filho

    Quero ajudar meu querido RAC,pois fui atleta do mesmo em 75,76,onde o presidente era Williamis Rydd que tinha uma distribuidora de revistas na duque de caxias(ribeira) Meus treinadores foram,Zé Maria (Bozó),já falecido,Gilson Porto ex ponta esquerda do america e Otávio ex goleiro do america.Quero ajudar com os meus conhecimentos esportivos,ou roupeiro,segurança,olheiro nos campos de bairro e por aí vai,só quero colaborar pois amo meu querido RAC. Um abraço a diretoria e espero resposta.

    9
    Bozó

    0

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